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domingo, 1 de janeiro de 2012

Honda Accord EX 2 portas 2.2 automático 1992




mi inicial do teste – cerca de 17.000 milhas
mi rodadas – pouco mais de 50.000 milhas (cerca de 80.000 km)
Local do teste – Rio de Janeiro, de 2004 a Dez/2011
Cenário de teste – cidade, vias expressas e estradas

Comentário inicial - O Honda Accord foi best-seller nos Estados Unidos em 91 e 92, por lá ainda pode ser visto em grande quantidade. Por aqui veio na primeira leva de importações logo depois da “abertura das fronteiras” feita pelo governo Collor. Para quem andava em carroças, como disse o ex-presidente, o Accord era um verdadeiro tapete mágico. Para a época ele era quase perfeito, projetado para roubar mercado dos carrões americanos e, principalmente, estimular os americanos mais endinheirados a optar por um japonês no lugar dos queridinhos sedãs alemães (Mercedes e BMW).

Na direção – A direção é leve, progressiva e não muito direta, transmite poucas irregularidades do solo, não “passarinha” nem nas acelerações mais fortes, tampouco em altas velocidades. A sensação é de conforto e segurança. O volante tem pega fina, uma dos poucos itens que desatualizaram neste Honda.

Do motor e câmbio – O quatro cilindros, de 2.2 litros, é silencioso e vibra pouco, leva bem o carro, como um sedã de família, mas ao apertar forte o acelerador, o computador muda a programação e o Accord pula nervoso. Faz de 0 a 100 km/h em menos de 10 segundos, marca ainda rara nos carros brasileiros de hoje. Mas não há pretensões esportivas. O câmbio de quatro marchas tem bom escalonamento para uma condução familiar, mas as trocas de marcha são bem perceptíveis, o que, no nível que ocorre, não poderia ser chamado de defeito. Um câmbio de cinco marchas ajudaria o motor a se apresentar melhor, mas o Learning System é sensacional (aprende a sua forma de dirigir para fazer a troca de marchas mais adequada ao seu perfil de condução).

Da suspensão e do chassis – Macia em todo o curso, sem ser “molenga”. O carro é firme nas curvas, dá até para brincar numa tocada esportiva, mas lembrando que estamos num coupê familiar. A carroceria é firme e muito bem acabada. Os freios, a disco nas quatro rodas, com ABS de segunda geração, funcionam bem. Os componentes de borracha da suspensão não agüentam as ruas brasileiras, por isto adotei buchas de poliuretano, da Energy Suspension, mais duras, mas muito duráveis.

Do acabamento e conforto – O acabamento é muito bem cuidado, materiais de boa qualidade, o nível de ruído é baixo e a vida a bordo é fácil. As duas portas são enormes, mas o acesso ao banco de trás só deve ser feito pelo lado direito, pois o banco do motorista se move pouco. A sensação é de conforto e qualidade. Não há firulas eletrônicas (numa referência ao jeito japonês de fazer carros), com apenas destaque para o Cruise Control. O desenho da carroceria é clássico, limpo, impessoal e harmonioso. Ainda hoje é difícil achar alguém que não goste deste Accord, e a maioria elogia o desenho.


Pontos fortes – Conforto, rodar macio e silencioso. Espaço interno e no porta-malas. Bom acabamento. Confiabilidade. Desenho elegante e atemporal. Painel completo e funcional.

Pontos fracos – Difícil achar um relevante. Câmbio de quatro marchas (coerente com o ano de fabricação), mas que não compromete uma condução normal. Suspensão frágil para as ruas brasileiras.